O frontman Bruce Dickinson, nesta madrugada, próximo das 2h da manhã, foi pegar uma cerveja no final da apresentação do IRON MAIDEN
no Rock in Rio. A marca era The Trooper, a bebida customizada da banda,
e não uma Heineken, que era a patrocinadora oficial do evento. O cantor
logo em seguida falou: "A cerveja servida aqui é tão ruim que tive que
trazer a minha".
A brincadeira de Bruce pode causar uma briga com a publicidade do
Rock in Rio. Segundo o site Adnews, a Heineken investiu R$ 23 milhões em
patrocínio, ações de trade e inserções de mídia no festival, o que pode
ser um dos seus maiores investimentos no ano. Se a marca continuar
anunciando no Rock in Rio, um desaforo vindo do cantor do Maiden pode
ser um afastamento da banda nas próximas edições do festival.
O crítico Marcelo Soares, no jornal Folha de S. Paulo, também lembrou que o Iron Maiden
não fez a propaganda da cerveja por acaso. A Donzela de Ferro se
transformou em uma banda com um forte apelo de negócio, com muito
comércio de camisetas e produtos customizados. O Iron Maiden, de uma certa forma, segue a cartilha de roqueiros consagrados como Rolling Stones, Kiss, Metallica, o AC/DC e o U2. O Whitesnake, outro grande símbolo do hard rock, tinha sua própria marca de vinho. O Motörhead concorre com o Maiden no ramo de cervejas.
Atualmente,
muitas bandas recorrem aos produtos de outros ramos com suas marcas
para se capitalizar. Esse processo é descrito por Chris Anderson,
ex-editor-chefe da revista WIRED, no livro ¨Free - o futuro dos preços¨.
É um claro sinal que os grupos musicais não conseguem se sustentar
apenas com a venda de discos. Por isso, turnês e produtos diferenciados
ajudam a sustentar a empresa.
A brincadeira de Bruce Dickinson, que foi sim uma ação de marketing em prol do Iron Maiden, valeu a pena? É válido correr o risco de não estar no Rock in Rio para promover sua própria banda?
23 de set. de 2013
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