"Horror não vem do sangue que aparece na tela, mas do quanto você se importa com os personagens", explica o diretor Samuel Bayer, em entrevista ao UOL Cinema, a propósito do novo "A Hora do Pesadelo", refilmagem do clássico do terror criado e dirigido por Wes Craven em 1984. "Aquilo que você não vê dá mais medo."
A história é a mesma: um grupo de adolescentes é aterrorizado por Freddy Krueger, um sujeito com rosto deformado e uma luva com lâminas que ataca as vítimas nos sonhos delas. Contudo, a realização é bem diferente. Sai de cena a violência exagerada, quase cômica de tão escatológica, e entra uma tentativa de terror mais sombrio e maduro. "Menos sangrento e mais psicológico", define Thomas Dekker, que interpreta Jesse, papel vivido no original por um ainda jovem Johnny Depp.
"Tenho muito orgulho do resultado", conta Bayer. "É uma abordagem mais sinistra, bem contemporânea, e cumpre bem a função de dar novo início à série, mas respeitando a lenda que é Freddy Krueger".
O ator Jackie Earle Haley, que interpreta o assassino deformado, concorda. "Acho que Sam homenageou bem a obra original e também deu uma nova visão sobre a história", revela Jackie. "Gosto especialmente de uma cena na farmácia. Há ali novos conceitos para a série que funcionam muito bem".
Para Rooney Mara, que assume o papel da mocinha Nancy, o tom sombrio do filme vai ajudar a agradar um novo público, que não conhece o legado de Freddy Krueger, mas também vai deixar fãs veteranos felizes por prestar homenagens a momentos muito famosos.
De fato, o filme consegue equilibrar nostalgia com novidades, mas isso tem um custo para a originalidade. Boa parte desse terror mais sugerido do que explícito vem convenções estabelecidas por filmes mais recentes - em especial terror japonês. Movimentos desconjuntados, assombrações na forma de crianças e até o uso de tecnologia moderna (como vídeos na internet feitos por usuários) são apenas alguns dos artifícios. Como isso tudo substitui o banho de sangue, que era padrão nos filmes anteriores, é provável que os mais puristas estranhem.
De qualquer forma, o novo "A Hora do Pesadelo" persegue originalidade. Segundo Samuel Bayer, a surpresa agradou Wes Craven e Robert Englund, ator que viveu Freddy na série original, que só falaram coisas boas sobre o longa. O julgamento do público acontece no dia 7 de maio, quando o filme está previsto para estrear no Brasil.
27 de abr. de 2010
Cinema\\ No novo "A Hora do Pesadelo", Freddy Krueger troca sangue por tortura psicológica
Marcadores: CINEMA, Freddy Krueger
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