www.diariodorock.com.br: Classic TRETAS \\ Entenda a briga entre Max e João Gordo
"Satan laughs as you eternally rot!"

13 de mar de 2012

Classic TRETAS \\ Entenda a briga entre Max e João Gordo


Essa matéria é antiga, mas lá vai:

"Quando o Soulfly veio se apresentar no Brasil, em dezembro, foi grande a expectativa de como Max Cavalera seria recebido após as brigas com o Sepultura e após o monte de bobagens que ele vociferou na imprensa mundial em 98. Em termos de público, a turnê foi um fiasco, com 800 pessoas (segundo a PM) no show do Ginásio da Portuguesa (o local abriga tranqüilamente 5 mil pessoas) e com o show de Belo Horizonte cancelado por baixa venda de ingressos. João Gordo era uma peça essencial nesse contexto, pois sempre foi um dos melhores amigos do Max, além de grande defensor do Soulfly. No entanto, as coisas não saíram como se imaginava.

João Gordo, que também trabalha na MTV, encontrou Max no hotel que o Soulfly estava hospedado e quis mostrar a música Reza, que gravou com o Sepultura para o disco Against. A reação foi inesperada: Max virou a cara para ele. "Eu imaginava que ele não ia gostar de eu ter gravado Reza, mas não pensei que ia ser tanto assim", lamenta João Gordo. "O lance é que ele pensou que essa letra era pra ele. Eu cheguei para cumprimentá-lo e ele virou a cara. Aí, veio o Rapadura [ex-The Mist, que agora virou Marcelo D. Rapp e toca baixo no Soulfly] falar um monte de bosta pra mim e eu mandei ele se foder. Eles me chamaram até de Judas. Eu fiquei muito puto, pois eu gostava muito do cara, éramos amigos. Eu não sabia que ele ia chegar a esse ponto de acreditar nas próprias mentiras."

E por que cargas d'água Max acha que Reza foi feita pra ele? "Fizeram a cabeça do Max para ele achar isso. Acho que o Max nunca leu essa letra, pois se tivesse feito isso, iria perceber que fiz Reza pra Igreja Católica e não para as macumbas dele. Basta ler a letra, está muito claro, eu não fiz essa música pra ele", defende-se Gordo.

Quem estaria "fazendo a cabeça" do Max? "A Gloria [Cavalera, esposa e empresária de Max, pivô da briga com o Sepultura]. Ela quis separar todos os amigos dele nessa fase pós-Sepultura. Eu era o último que faltava cair. Não havia motivo nenhum pra brigar comigo! Eu fiquei triste com o que aconteceu."

A mudança mais visível está nas atitudes do ex-cantor do Sepultura, que Gordo não se furta de comentar: "As atitudes do Max não são as mesmas que ele prega em suas músicas. A atitude dele, na verdade, é de superstar intocável. Eu chamei ele de cuzão não porque me virou a cara, mas por todas as mancadas que ele vem dando."

Mas a ira de João Gordo também se volta para Rapadura, o único outro brasileiro do Soulfly. "Esse Rapadura é um filho da puta! O cara era um iluminadorzinho de merda e agora se acha o máximo. Quem ele acha que é? Quando o Soulfly veio tocar em SP, ele ficava falando em inglês com as pessoas [risos]. Imagina isso: ele falava inglês com o Pedrão [empresário e faz-tudo do RDP] e com o Fralda. No dia da treta, o Rapadura veio falar pra mim: 'Porra, meu, você ficou do lado deles [Sepultura], né?' Eu mandei ele tomar no cu e dei uma bengalada nele [Gordo estava usando bengala por causa de um problema na coluna]."

Musicalmente, Gordo até que não tem grandes restrições ao Soulfly. "Acho até legal algumas músicas, mas ele exagerou no berimbau e nos sambinhas. Isso é coisa pra gringo ver, pois pra nós aqui [no Brasil] é ridículo. Fazer aquela Umbabarauma [cover do Jorge Benjor, que está no disco do Soulfly]… Eu fiquei com vergonha um mês!"

No meio de toda essa confusão, como fica a já lendária amizade inabalável entre os grupos Sepultura e Ratos de Porão? "Eu sempre fui e sempre serei amigo do Sepultura. Só que o Max não está mais no Sepultura", diz Gordo, enfático. Precisa dizer mais?"

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