
“Static Impulse” é um disco que talvez assuste um pouco os fãs do trabalho de James LaBrie à frente do Dream Theater, já que o vocalista reúne elementos musicais que certamente não cabem no som de sua banda principal. Como eu sempre gosto de fazer, vou tentar mostrar dois lados disso. O primeiro é que se fosse para fazer um álbum idêntico ao que o Dream Theater faz, ele não precisaria fazer um disco solo. Óbvio. Se pensarmos assim, ponto positivo para o vocalista.
Ao ouvir “Static Impulse” conferimos o que o próprio LaBrie e o tecladista Matt Guillory - parceiros nas composições, produção e execução das canções - disseram antes do lançamento do disco. Os dois chegaram a declarar que o novo álbum solo do cantor traria uma sonoridade com fortes influências do som das bandas de Gotemburgo, aquele Death Metal moderno, técnico, com vocais gritados.
E realmente isso está presente. Ou talvez seja uma leve aproximação ao Metal moderno das bandas norte-americanas de Metalcore que também tem nos suecos suas influências? Seja como for, a mistura não agrada.
Nessa nova empreitada LaBrie contou com Matt Guillory (teclado), Marco Sfogli (guitarra), Ray Riendeau (baixo) e Peter Wildoer (bateria e vocal) para as gravações. Logo que comecei a ouvir a primeira música pensei “ok, teclado e guitarras típicas de Prog Metal”, mas de repende surge um vocal gritado, ríspido, que me fez pensar que algo estava errado com o arquivo. Até que finalmente o vocal inconfundível de LaBrie surge.
Os vocais Metalcore - sim, é isso que são - é provido pelo baterista Peter Wildoer e como todos desse estilo são intragáveis. Mas o irônico é que a parte que cabe a LaBrie é muito bacana. “Jekyll or Hyde”, que vem na sequência, segue a mesma linha, com resultados ainda menos interessantes.
A terceira faixa do disco, “Mislead”, é provavelmente a melhor do disco, ainda que o tal vocal de Wildoer continue causando certa estranheza. Tirando isso, é uma música rápida, com excelente performance de LaBrie. Curioso que este trabalho é pouco direcionado ao teclado, apesar de Guillory ter um papel importante em todo o processo do disco. O instrumento só tem um destaque maior em “I Tried”.
“Euphoric”, “Who You Think I Am” e “Superstar” são destaques do repertório de 12 músicas. O álbum também traz duas músicas bônus. No geral, “Static Impulse” é um disco que leva um pouco de tempo para ser assimilado.
por Eduardo Guimarães
26 de out. de 2010
Resenha\\ CD solo de James Labrie traz influências de Metalcore
Marcadores: James Labrie
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